terça-feira, 8 de abril de 2014

Lobo

Canis lupus laying.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Canidae
Género: Canis
Espécie: C. lupus
Nome binomial
Canis lupus
Lineu, 1758

Lobo ou lobo-cinzento (Canis lupus) é o maior membro selvagem da família canidae. É um sobrevivente da Era do Gelo, originário do Pleistoceno Superior, cerca de 300 mil anos atrás.2 O sequenciamento de DNA e estudos genéticos reafirmam que o lobo cinzento é ancestral do cão doméstico (Canis lupus familiaris), contudo alguns aspectos desta afirmação têm sido questionados recentemente.3 Uma série de outras subespécies do lobo-cinzento foram identificadas, embora o número real de subespécies ainda esteja em discussão. Os lobos-cinzentos são tipicamente predadores ápice nos ecossistemas que ocupam. Embora não sejam tão adaptáveis à presença humana como geralmente ocorre com as demais espécies de canídeos,3 os lobos se desenvolveram em diversos ambientes, como florestas temperadas, desertos, montanhas, tundras, taigas, campos e até mesmo em algumas áreas urbanas. O lobo-cinzento, o lobo-vermelho (Canis rufus) e o lobo-etíope (Canis simensis) são as únicas três espécies classificadas como lobos. Os demais lobos pertencem a subespécies.


Etimologia

"Lobo" originou-se do termo latino lupu.

Características

O peso e tamanho dos lobos variam muito em todo o mundo, tendendo a aumentar proporcionalmente com a latitude, como previsto pela teoria de Christian Bergmann. Em geral, a altura, medida a partir dos ombros, varia de 60 a 95 centímetros. O peso varia geograficamente. Em média, os lobos europeus pesam 38,5 kg; os lobos da América do Norte, 36 kg; os lobos indianos e árabes, 25 kg. Embora raros, lobos com mais de 77 kg foram encontrados no Alasca, Canadá,8 e na antiga União Soviética. O maior lobo cinzento registrado na América do Norte foi morto em 70 Mile River, no leste-central do Alasca em 12 de julho de 1939 e pesava 79 kg, . Já o lobo de maior peso registrado na Europa foi morto após a Segunda Guerra Mundial na área Kobelyakski da região Poltavskij na RSS Ucraniana e pesava 86 kg. O lobo é sexualmente dimórfico, as fêmeas de uma população típica de lobos normalmente pesam 20% menos que os machos. As fêmeas também têm o focinho e a fronte mais estreitos, pernas ligeiramente mais curtas e revestidas com pelos lisos, e ombros menos massivos. Os lobos-cinzentos medem de 1,30 a 2 metros do focinho à ponta da cauda, a qual, por sua vez, representa cerca de 1/4 do comprimento total do corpo.


Os lobos são capazes de percorrer longas distâncias com uma velocidade média de 10 quilômetros por hora e são conhecidos por atingir velocidades próximas a 65 quilômetros por hora durante uma perseguição. Há registro de uma loba cinzenta realizando saltos de 7 metros ao perseguir suas presas. As garras das patas dianteiras são maiores que as das patas traseiras e possuem um quinto dedo, ausente nestas últimas. As patas do lobo cinzento são adaptadas para uma ampla variedade de terrenos, especialmente os cobertos de neve. Existe uma fina camada de pele separando cada dedo, permitindo ao animal deslocar sobre a neve com mais facilidade em comparação às suas presas. Os lobos cinzentos são digitígrados. O tamanho relativamente grande de suas patas contribui para distribuir o peso do corpo de maneira balanceada sobre superfícies nevadas. Pelos e unhas reforçam a aderência em superfícies escorregadias e vasos sanguíneos especiais mantêm as patas aquecidas no frio extremo. Glândulas odoríferas localizadas entre os dedos de um lobo deixam um rastro de marcadores químicos por onde ele passa, ajudando-o a caminhar de forma eficaz por grandes extensões ao mesmo tempo que mantém os outros lobos informados do seu paradeiro. Ao contrário dos cães e dos coiotes ocidentais, lobos cinzentos têm uma menor densidade de glândulas sudoríparas em suas patas. Esta característica também está presente nos coiotes canadenses do leste, que possuem ascendência com o lobo moderno. Os lobos que vivem em Israel são únicos, por sua população apresentar indivíduos com dois dedos de suas patas fundidos, um traço, acreditava-se, exclusivo do cão selvagem africano. O uivo de um lobo cinzento pode ser ouvido a uma distância de até 1 quilômetro.



Um lobo de coloração cinza-amarronzada
Os lobos têm pelos volumosos repartidos em duas camadas. A primeira camada é constituída por pelos resistentes que repelem água e sujeira. A segunda camada forma uma pelagem densa, isolante à água. O subpelo é espalhado pelo corpo na forma de grandes tufos no final da primavera ou início do verão (com variações anuais). Um lobo, muitas vezes, esfrega-se contra objetos, como pedras e galhos, para induzir a pele a soltar os pelos. O subpelo é geralmente cinza, independentemente da aparência do revestimento exterior. Lobos têm pelagens distintas no inverno e no verão que se alternam na primavera e no outono. Tanto as fêmeas quanto os machos tendem a manter seus pelos do inverno até a primavera.

A coloração da pelagem é muito variada, do cinza ao cinza-amarronzado, conforme notada pelo espectro canino para o branco, vermelho, marrom e preto. Estas cores tendem a se misturar em muitas populações, de forma que os indivíduos de coloração mista sejam os mais predominantes. Entretanto não é incomum haver um indivíduo ou mesmo uma população inteira de lobos inteiramente de uma cor (geralmente todo preto ou todo branco). Com exceção da Itália, onde os lobos negros podem representar de 20 a 25% da população, os lobos melanísticos raramente são comuns fora do continente norte-americano.18 De acordo com exames genéticos, a cor da pelagem preta é resultado de uma mutação surgida primeiramente nos cães domésticos e mais tarde incorporada aos lobos através de cruzamentos. Uma pelagem multicor, caracteristicamente, não possui nenhum padrão específico. A cor da pele, por vezes, reflete o ambiente onde vive a população de lobos. Assim, por exemplo, lobos brancos são muito mais comuns em áreas com cobertura de neve. Lobos em processo de envelhecimento adquirem um tom acinzentado em sua pelagem. Atribui-se, frequentemente, à coloração da pelagem do lobo uma forma funcional de camuflagem. Isto pode não ser totalmente correto, afirmam alguns cientistas, cujos estudos relacionam a combinação de cores com a comunicação corporal dos lobos.



Os olhos na cor amarelo-ouro são comuns em lobos adolescentes
Ao nascer, os filhotes de lobo tendem a ter pelos mais escuros e as íris dos olhos azuis, as quais mudarão para um amarelo-ouro, ou cor de laranja quando os filhotes tiverem entre 8 e 16 semanas de idade.20 Os poderosos focinhos compridos são características marcantes dos lobos, distinguindo-os facilmente de outros canídeos, como os coiotes e chacais dourados, que têm os focinhos mais estreitos e pontiagudos. Nos lobos, a incisura anterior do osso nasal não possui uma saliência medial, ao contrário do observado nos chacais. Enquanto há apenas uma pequena expressão do cíngulo na borda externa do primeiro molar superior nos lobos, este é amplo e claramente marcante em chacais.

Lobos diferem de cães domésticos em vários aspectos. Anatomicamente, os lobos têm ângulos orbitais menores do que os cães (acima de 53 graus para cães, com menos de 45 graus para lobos) e uma capacidade cerebral comparativamente maior. Patas maiores, olhos amarelados, pernas mais longas e os dentes maiores distinguem os lobos adultos de outros canídeos, especialmente cães. Além disso, uma glândula supracaudal está presente na base da cauda dos lobos, mas não em muitos cães.

Lobos e cães maiores possuem algumas partes da dentição idênticas. O maxilar possui seis incisivos, dois caninos, oito pré-molares e quatro molares. A mandíbula tem seis incisivos, dois caninos, oito pré-molares e seis molares. Os quarto pré-molares superiores e primeiros molares inferiores constituem os dentes carnassiais, que são instrumentos essenciais para o corte da carne. Os dentes caninos também são muito importantes, na medida em que detêm e subjugam a presa. Capazes de suportar até 10 000 quilopascais de pressão, os dentes de um lobo são as suas principais armas, bem como suas principais ferramentas.7 Isso é aproximadamente o dobro da pressão que um cão doméstico de dimensão semelhante pode proporcionar. A dentição dos lobos cinzentos é mais adequada para esmagar ossos comparada a de outros canídeos modernos, embora não seja tão especializada, como a encontrada em hienas.25 A saliva dos lobos ajuda a reduzir a infecção bacteriana em feridas e acelerar a regeneração dos tecidos.26

Sentidos

Os lobos possuem uma audição bastante apurada, a ponto de serem capazes de ouvir a queda de folhas das árvores durante o outono. Sua visão noturna é a mais aguçada da família dos canídeos.2

Reprodução e ciclo de vida

O acasalamento ocorre, geralmente, entre os meses de janeiro e abril. Quanto maior a latitude, mais tarde ocorre. Uma alcateia produz, em média, uma única ninhada, salvo nos casos em que os reprodutores machos se relacionam com uma ou mais fêmeas subordinadas. Durante a época de acasalamento, os animais reprodutores tornam-se muito carinhosos uns com os outros, antecipando o ciclo de ovulação da fêmea. A tensão aumenta à medida que os lobos maduros da alcateia sentem-se instados a acasalar. Durante este período, os membros do casal líder de reprodução, denominados de macho e fêmea alfa, podem se ver forçados a dissuadir que outros lobos se acasalem com eles. Incestos raramente ocorrem, embora a pressão por endogamia seja um problema para os lobos em Saskatchewan e Isle Royale. Quando a fêmea reprodutora entra no cio (que ocorre uma vez por ano e dura de 5 a 14 dias), ela e seu companheiro passam um longo tempo em reclusão. Feromônios na urina da fêmea e o inchaço da sua vulva são sinais percebidos pelo macho de que ela está no cio. A fêmea é receptiva nos primeiros dias de estro, período durante o qual ela lança o revestimento do útero. Mas quando ela começa a ovular novamente, ocorre o acasalamento com o parceiro.

O período de gestação varia de 60 a 63 dias. Os filhotes, que pesam cerca de 0,5 kg ao nascerem, são cegos, surdos e completamente dependentes de suas mães. O tamanho médio da é de 5 a 6 crias, embora há dois registros soviéticos de ninhadas com 17 filhotes. Os filhotes residem na toca e permanecem lá por dois meses. A toca geralmente fica em terreno alto perto de uma fonte de água aberta, e tem uma câmara aberta no final de um túnel subterrâneo ou encosta que pode ter até alguns metros de comprimento. Durante este tempo, os filhotes se tornam mais independentes e começam a explorar a área imediatamente ao redor da toca. Com cerca de cinco semanas de idade, afastam-se gradualmente do local de nascimento até a um quilômetro de distância. A taxa de crescimento dos lobos é mais lenta do que a dos coiotes e cães selvagens. Eles começam a comer alimentos regurgitados depois de duas semanas se alimentando exclusivamente de leite, que nos lobos tem menos gordura e arginina e mais proteína do que o leite canino. A esta altura, seus dentes de leite surgem e eles estão totalmente desmamados após 10 semanas. Durante as primeiras semanas de desenvolvimento, normalmente a mãe permanece sozinha com sua ninhada, mas, eventualmente, a maioria dos membros do grupo contribuem, de alguma forma, para a criação dos filhotes. Após dois meses, os filhotes inquietos são levados para um local de encontro, onde podem permanecer em segurança quando a maioria dos adultos saem para caçar. Um ou dois adultos ficam para trás para garantir a segurança dos filhotes. Depois de mais algumas semanas, caso se demonstrem capazes, é permitido aos filhotes se juntarem aos adultos na caçada, e eles têm prioridade sobre qualquer animal caçado. Tomar parte das caçadas é uma maneira de permitir ao filhotes a prática dos rituais de dominação/submissão, que serão essenciais para a sua futura sobrevivência na alcateia. Os filhotes participam apenas como observadores da caçada até atingirem cerca de oito meses de idade, quando se tornam maduros o suficiente para uma participação ativa.

Os lobos geralmente atingem a maturidade sexual após dois ou três anos, idade em que muitos deles são obrigados a abandonar os seus locais de nascimento e a procurar companheiros e territórios próprios. Lobos que atingem a maturidade vivem geralmente de seis a dez anos na natureza, enquanto que, em cativeiro, eles podem atingir até o dobro da idade. As elevadas taxas de mortalidade refletem na baixa expectativa de vida dos lobos. As crias podem morrer pela escassez de alimento ou pela ação de predadores, como ursos, tigres, lobos adultos ou outros animais selvagens. As principais causas de mortalidade de lobos são a caça, os acidentes envolvendo veículos e os ferimentos ocorridos durante o ataque a suas presas. Apesar de lobos adultos poderem, ocasionalmente, ser mortos por outros predadores, os grupos de lobos rivais são muitas vezes os inimigos mais perigosos, excetuando-se os seres humanos.

Doenças

As doenças mais comuns transmitidas por lobos incluem a brucelose, febre, leptospirose e carbúnculo. Os lobos são importantes hospedeiros da raiva na Rússia, Irã, Afeganistão, Iraque e Índia. Embora os lobos não sejam vetores das doenças, eles podem contraí-las de outras espécies. Os lobos tornam-se extremamente agressivos quando infectados, podendo morder várias pessoas em um único ataque. Antes de uma vacina ser desenvolvida, as mordidas eram quase sempre fatais. Atualmente, as mordidas de lobos raivosos podem ser tratadas, mas a gravidade dos ataques dos lobos raivosos às vezes podem resultar em morte. Uma mordida perto da cabeça da vítima faz a doença agir muito rapidamente para que o tratamento faça efeito. Ataques raivosos tendem a aumentar de número no inverno e na primavera. Com a redução da raiva na Europa e América do Norte, poucos ataques de lobos raivosos foram registrados, embora alguns ainda ocorram anualmente no Oriente Médio. Os lobos também carregam o coronavírus canino, cuja infecção é mais prevalente nos meses de inverno.

Os lobos registrados na Rússia transportavam mais de 50 tipos diferentes de parasitas nocivos, incluindo Echinococcus, cisticercose e coenurus. Os lobos também são portadores de Trichinella spiralis. Entre 1993-94, 148 carcaças de lobos perto de Fairbanks, no Alasca, foram examinadas e 36% (aprox. 54 carcaças) estavam infectadas. A prevalência de Trichinella spiralis em lobos é significativamente relacionada com a idade. Os lobos podem hospedar o Neospora caninum, fato de particular interesse para os agricultores, pois a doença pode ser transmitida para animais domésticos, que, infectados, têm de 3 a 13 vezes mais chance de abortar em comparação àqueles livres da doença.

Apesar do hábito de portar doenças perigosas, grandes populações de lobos não são frequentemente acometidas por surtos de epizootias, como ocorre com outros canídeos sociais. Isto se deve principalmente ao hábito dos lobos infectados de se afastarem de suas alcateias, evitando assim o contágio em massa.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo

Libelinha

Libélula da espécie Sympetrum fonscolombii
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Odonata
Subordem: Anisoptera
Famílias
Aeshnidae
Austropetaliidae
Cordulegastridae
Corduliidae
Gomphidae
Libellulidae
Neopetaliidae
Petaluridae

Libélula (também conhecida como tira-olhos ou libelinha, em Portugal, e como lavadeira no Brasil) é um insecto alado pertencente à subordem Anisoptera.

Como características distintivas contam-se o corpo fusiforme, com o abdómen muito alongado, olhos compostos e dois pares de asas semitransparentes. As libelinhas são predadoras e alimentam-se de outros insetos, nomeadamente mosquitos e moscas. Este grupo tem distribuição mundial e tem preferência por habitats nas imediações de corpos de água estagnada (poças ou lagos temporários), zonas pantanosas ou perto de ribeiros e riachos. As larvas de libélula (chamadas naiades) são aquáticas, carnívoras e extremamente agressivas, podendo alimentar-se não só de insectos mas também de girinos e peixes juvenis.

As libélulas não têm a capacidade de picar, visto que as suas mandíbulas estão adaptadas à mastigação. Dentro do seu ecossistema, são bastante úteis no controlo das populações de mosquitos e das suas outras presas, prestando assim um serviço importante ao Homem.

As libélulas adultas caçam à base do seu sentido de visão extremamente apurado. Os seus olhos são compostos por milhares de facetas (até 30.000) e conferem-lhes um campo visual de 360 graus. As libélulas medem entre 2 e 19 cm de envergadura e as espécies mais rápidas podem voar a cerca de 85 km/h. Uma de suas características é que, mesmo possuindo seis pernas, praticamente não consegue andar com elas.

O grupo surgiu no Paleozóico, sendo bastante abundantes no período Carbónico, e conserva até aos dias de hoje as mesmas características gerais. As maiores libélulas de sempre pertencem ao género Meganeura, floresceu no Pérmico, e podiam atingir envergadura de 70 a 75 cm. Seu tempo de vida pode chegar a 5 anos. No Brasil existem cerca de 1.200 espécies de um total 5.000 existentes no mundo. Predadora de insetos, inclusive o Aedes aegypti e até pequenos peixes. Em um único dia pode consumir outros insectos voadores até 14% do seu próprio peso, cerca de 600 deles num único período de 24 horas.

No Brasil é conhecida também pelos nomes: papa-fumo, helicóptero, cavalinho-de-judeu, cavalinho-do-diabo, corta-água, donzelinha, jacina, jacinta, lava-cu, odonata, macaquinho-de-bambá, pito, ziguezague ou cabra-cega.

Em Portugal além de libelinha ou libélula é conhecida pelos nomes: tira-olhos, lavadeira, cavalinho-das-bruxas, pita, entre outras designações locais.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Libelinha

Lhama

Lama glama 01 by Line1.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Subordem: Tylopoda
Família: Camelidae
Género: Lama
Espécie: L. glama
Nome binomial
Lama glama
(Linnaeus, 1758)


Lhama (português brasileiro) ou lama (português europeu) (Lama glama), da palavra quíchua llama, é um mamífero ruminante da América do Sul, da família dos camelídeos, género Llama. Este animal tem pelagem longa e lanosa, e é domesticado para a utilização no transporte de carga, produção de lã, carne e couro. A lhama é relacionada com o guanaco, a vicunha e a alpaca. Foi domesticado pelo povo inca, tendo sido muito importante para os mesmos.

As lhamas vivem na Cordilheira dos Andes, onde as temperaturas são baixas. Assim, as pelagens servem para protegê-los do frio, além de proteger o seu corpo de arranhões e outros ferimentos. A lhama é conhecida pelo seu estilo calmo, muitas vezes andando devagar, porém pode se irritar facilmente: por este motivo, foi considerada o oitavo animal mais irritável do mundo segundo o canal Animal Planet. Quando irritada ou para chamar a atenção, espirra seu muco na direção do objeto de sua irritação.

A lhama alimenta-se de capim e mato. Estes animais medem de 1,40 a 2,40 metros de comprimento (contando com a cauda, adiciona-se mais 25 cm ao comprimento). Chega a pesar 150 quilogramas. Algumas raças de lhama são criadas para fins estéticos e de companhia, como a raça lhoodle, cujo comportamento se assemelha a cães da raça dos poodles.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lhama

Leopardo


Leopard africa.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Felidae
Género: Panthera
Espécie: P. pardus
Nome binomial
Panthera pardus
( Lineu, 1758 )
Distribuição geográfica
Mapa de distribuição do leopardo: original (vermelho); presente (verde), incerto (amarelo)
Mapa de distribuição do leopardo: original (vermelho); presente (verde), incerto (amarelo)

Sub-espécies

Leopardo (Panthera pardus), também chamado onça-do-cabo-verde em Angola, é, com o leão, tigre e onça pintada, um dos quatro grandes felinos do gênero Panthera. Medem de 1,25 m a 1,65 m de comprimento, e pesam entre 30 e 90kg. As fêmeas têm cerca de dois terços do tamanho do macho. De menor porte do que a onça pintada, o leopardo não é menos feroz. Habita a África e Ásia. Possui várias subespécies, algumas criticamente ameaçadas, como o leopardo-de-amur, o leopardo-da-barbária e o leopardo-da-arábia. O leopardo-nebuloso (Neofelis nebulosa) e o leopardo-das-neves (Uncia uncia) são espécies que pertencem a gêneros diferentes, apesar do nome leopardo em comum.


Curiosidade

Um leopardo, à primeira vista, parece-se muito com uma onça-pintada. Porém, um exame mais detalhado mostra que sua padronagem de pelo apresenta diferenças significativas. Enquanto a onça apresenta pintas em forma de rosetas, os leopardos têm manchas menores, escuras de cor sólida. Quando o leopardo é totalmente negro também se denomina pantera (ou pantera negra). O leopardo possui uma longa cauda, que o ajuda a manter o equilíbrio ao subir em árvores (onde preferem comer sua presa) ou ao fazer longas corridas em grandes velocidades (cerca de 50 km/h), diferentemente da onça que não possui cauda longa.

No deserto, podem atingir 15 anos de idade.

Dieta

Um leopardo geralmente caça impalas e por vezes gnus, ruminantes presentes na savana. Às vezes, pode atacar bandos de babuínos quando estes invadem seu território em busca de alimento ou abrigo. O leopardo usa a sua imensa força e transporta a sua presa para o cimo de uma árvore para a tirar do alcance de outros predadores como os leões e as hienas. Um leopardo consegue carregar animais seis vezes mais pesados que ele mesmo. Sua gestação é de 12 semanas. Muitas vezes o leopardo com fome pode comer qualquer coisa até mesmo um inseto.

Símbolo


Jovem leopardo (Panthera pardus pardus) correndo.
Como símbolo do safári africano, pertence ao grupo de animais selvagens chamado "big five", correspondente aos 5 animais mais difíceis de serem caçados: leão, leopardo, elefante, búfalo e rinoceronte.

Subespécies

Ásia

Leopardo-de-amur (Panthera pardus amurensis)
Leopardo-persa (Panthera pardus saxicolor)
Leopardo-do-norte-da-china (Panthera pardus japonesis)
Leopardo-da-anatólia (Panthera pardus tulliana)
Leopardo-árabe (Panthera pardus nimr)
Leopardo-indiano (Panthera pardus fusca)
Leopardo-do-ceilão (Panthera pardus kotiya)
Leopardo-da-indochina (Panthera pardus delacouri)
Leopardo-de-java (Panthera pardus meas)

Europa

Leopardo-do-cáucaso (Panthera pardus ciscaucasia)


África

Leopardo-africano (Panthera pardus pardus)
Leopardo-do-atlas (Panthera pardus panthera)
Leopardo-do-sinai (Panthera pardus jarvisi)
Leopardo-de-zanzibar (Panthera pardus adersi) (extinto)

Ligações externas

Commons
O Commons possui multimídias sobre Leopardo
The Cyber Zoomobile: Leopard
Catfolk Species Account: Leopard
Saving the Amur Leopard
Cientistas acham nova espécie de leopardo


http://pt.wikipedia.org/wiki/Leopardo

Lémure-de-cauda-anelada

Lemur walking-2.jpg

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Subordem: Strepsirrhini
Infraordem: Lemuriformes
Família: Lemuridae
Subfamília: Lemurinae
Género: Lemur
Linnaeus, 1758
Espécie: L. catta
Nome binomial
Lemur catta
Linnaeus, 1758


O lémur-de-cauda-anelada (Lemur catta) é um primata estrepsirrino de grandes dimensões e o lémure mais reconhecível devido à sua cauda anelada de cores preta e branca. Pertence à família Lemuridae, uma das quatro famílias de lémures. É o único membro do género Lemur. Tal como os outros lémures é endémico da ilha de Madagáscar. Denominado localmente por Hira (malgaxe) ou Maki (francês e malgaxe),4 habita florestas de galeria e zonas arbustivas de espinhosas, nas regiões mais a Sul da ilha. É omnívoro e é o mais terrestre dos lémures. O animal é diurno, estando activo exclusivamente em horas com luz de dia.

O lémur-de-cauda-anelada é altamente social, vivendo em grupos de até 30 indivíduos. Quem domina são as fêmeas, uma característica comum nos lémures mas pouco comum entre outros primatas. Para permanecerem quentes e para reafirmar os laços sociais, amontoam-se formando uma bola de lémures. O lémur-de-cauda-anelada também expõe o seu corpo ao Sol, sentando com postura erecta encarando a superfície inferior, com o seu pêlo branco mais fino exposto em direcção à luz solar. Como outros lémures, esta espécie depende fortemente do sentido do olfacto e marca o seu território através de glândulas odoríferas. Os machos têm uma forma peculiar de marcação por odores e participam num comportamento de luta de cheiros, impregnando a sua cauda com o seu odor e provocando lufadas de cheiro contra os oponentes.

Sendo um primatas mais vocais, o lémur-de-cauda-anelada utiliza numerosas vocalizações, incluindo avisos de alarme e de coesão de grupo. Apesar de não possuir um cérebro muito grande (em relação aos primatas simiformes), experiências mostraram que o lémur-de-cauda-anelada pode organizar sequências, perceber operações aritméticas básicas e seleccionar preferencialmente ferramentas com base nas suas qualidades funcionais.

Apesar de estar listada como espécie quase ameaçada pela Lista Vermelha da IUCN e sofrendo de destruição de habitat, o lémur-de-cauda-anelada reproduz-se de maneira expedita em cativeiro e é o lémure com maior população em jardins zoológicos de todo o mundo, atingindo números superiores a dois mil indivíduos.9 Vive tipicamente 16 a 19 anos em estado selvagem e 27 anos em cativeiro.

Etimologia

O temo lemur foi seleccionado pelos biólogos porque os chamamentos de algumas espécies de lémures traziam à mente os lamentos dos espíritos dos mortos, ou lemures, da mitologia romana. O nome específico, catta, deriva da semelhança entre as vocalizações destes lémures e as dos gatos domésticos.

História evolutiva

Todos os fósseis de mamíferos de Madagáscar são de tempos recentes. Por isso, pouco é conhecido acerca da evolução do lémur-de-cauda-anelada. De referir que a infraordem Lemuriformes compreende a inteira população primata endémica da ilha. No entanto, evidências cromossómicas e moleculares sugerem que os lémures são mais relacionados entre si do que com outros primatas estrepsirrinos. Para que isto possa ter acontecido, pensa-se que uma pequena população ancestral chegou a Madagáscar através de uma única dispersão do tipo rafting entre 50 e 80 milhões de anos atrás. Subsequente radiação evolutiva e especiação criaram a diversidade de lémures observada actualmente em Madagáscar. Pensa-se que o próprio lémur-de-cauda-anelada partilhe afinidades mais próximas que o resto da subfamília Lemurinae, com os lémures do género Hapalemur, que pode ser um grupo irmão da família Lemuridade.

Classificação taxonómica


Família Lemuridae
Subfamília Lemurinae
Género Lemur: the Ring-tailed Lemur
Género Eulemur: brown lemurs
Género Varecia
Subfamília Hapalemurinae
Género Hapalemur
Género Prolemur
Mudanças na taxonomia[editar | editar código-fonte]
O lémur-de-cauda-anelada partilha muitas características com os membros da sua subfamília, Lemurinae, e o seu esqueleto é praticamente indistinguível do dos membros do género Eulemur.15 Por estas razões, o lémur-de-cauda-anelada, e os membros dos géneros Eulemur e Varecia eram antes todos agrupados no género Lemur. No entanto, os membros do género Varecia foram colocados num género à parte, em 1962,1 e devido a semelhanças entre o lémur-de-cauda-anelada e os membros do género Eulemur, particularmente no que diz respeito a evidências moleculares e semelhanças nas glândulas odoríferas, estes últimos foram movidos para um género próprio, em 1988. O género Lemur é agora monotípico, contendo apenas o lémur-de-cauda-anelada. Apesar de nem todas as autoridades concordem, a maioria dos primatólogos favorece actualmente esta classificação.

Anatomia e fisiologia



Um lémur-de-cauda-anelada adulto pode ter um comprimento corporal entre 39 e 46 cm e um peso entre 2,3 e 3,5 kg.18 A espécie tem uma estrutura esguia e um focinho estreito, reminiscente do focinho vulpino. Como todos os lémures, as patas traseiras são mais compridas que as patas dianteiras. As fêmeas possuem dois pares de glândulas mamárias. mas apenas um par é funcional.12

Glândulas odoríferas não cobertas de pêlo estão presentes nos machos e nas fêmeas. Os dois sexos apresentam glândulas apócrinas e sebáceas nas suas regiões genitais, assim como glândulas antebraquiais localizadas na superfície interna do antebraço, na proximidade do pulso. No entanto, apenas o macho possui um espigão coreáceo que se sobrepõe a esta glândula odorífera. Os machos também possuem glândulas braquiais na superfície axilar dos ombros.

A imagem de marca do lémur-de-cauda-anelada é a sua cauda longa e espessa, anelada alternativamente com riscas pretas e brancas, com número de 13 a 15 para cada cor, terminando sempre numa ponta de cor preta. A sua cauda é mais comprida que o seu corpo, medindo até 64 cm de comprimento. A cauda não é preênsil e apenas é usada para balanço, comunicação e coesão de grupo.

A sua pelagem é densa. A cobertura ventral e a garganta são de cor branca ou creme, e a cobertura dorsal é cinzenta a castanho rosado. O topo cranial é cinzento escuro, enquanto que as orelhas e bochechas são brancas. O focinho é cinzento escuro e o nariz é preto. A região dos olhos possui uma mancha em forma de losango.18

A pele preta é visível no nariz, genitais, nas palmas e solas dos membros. O lémur-de-cauda-anelada partilha várias adaptações com outros lémures. Os dedos são esguios, almofadados, possuindo unhas semelhantes aos seres humanos. Catam-se oralmente, lambendo e raspando com os dentes através de caninos e incisivos estreitos, formando uma fileira de dentes em fuso chamado pente dental. A finalizar, possui uma garra higiénica no segundo dedo de cada pata traseira, especializada para a autocatação, especificamente para esquadrinhar através do pêlo que não pode ser alcançado pela boca.

Os olhos da espécie podem ter uma coloração amarela brilhante ou laranja. Ao contrário da maioria dos primatas diurnos, mas semelhante a todos os primatas estrepsirrinos, o lémur-de-cauda-anelada possui um tapetum lucidum ou camada reflexiva por detrás da retina, que melhora a visão nocturna.


Ecologia

O lémur-de-cauda-anelada é diurno e semi-terrestre. É a espécie de lémure mais terrestre, passando até cerca de 33% do tempo no solo. No entanto, é ainda consideravelmente arborícola, passando 23% do tempo na copa florestal de nível médio, 25% do tempo na copa superior, 6% na camada emergente e 13% em pequenos arbustos. As movimentações em grupo são 70% terrestres.

O tamanho dos grupos, a área do território e a densidade populacional variam de região para região e também segundo a disponibilidade de comida. Os grupos são tipicamente formados de 6 a 25 indivíduos, apesar de terem sido registados grupos com mais de 30 indivíduos.15 O número médio de indivíduos num grupo é de cerca de 13. A área do território varia entre 6 e 35 hectares. Os grupos de lémur-de-cauda-anelada mantêm o seu território, mas a sobreposição é muitas vezes elevada. Quando encontros ocorrem, possuem comportamento agonístico ou hostil na natureza. Um grupo ocupa normalmente a mesma parte do seu território por três ou quatro dias antes de se afastarem para outros locais. Quando se move, a distância de viagem média ronda um quilômetro. A densidade populacional varia entre 100 indivíduos por quilômetro quadrado em florestas secas e 250-600 indivíduos por quilômetro quadrado em florestas de galeria e florestas secundárias.

O lémur-de-cauda-anelada possui predadores nativos e predadores introduzidos. Os predadores nativos incluem a fossa (Cryptoprocta ferox), as aves das espécies Polyboroides radiatus e Buteo brachypterus e a espécie de serpente Boa madagascariensis. Predadores introduzidos incluem o viverrídeo Viverricula indica, o gato doméstico e o cão doméstico.

Área de distribuição e habitat


lémures-de-cauda-anelada no Parque Nacional Isalo em Madagáscar.
Endémico das regiões Sul e Sudoeste de Madagáscar, o lémur-de-cauda-anelada ocupa terras altas mais que outros lémures. Habita florestas decíduas, zonas arbustivas secas, zonas florestais húmidas de montanha e floresta de galeria (junto a margens de rios). Prefere largamente as florestas de galeria, mas tais florestas têm sido quase totalmente destruídas da maior parte de Madagáscar de maneira a serem transformadas em pastagens para o gado.18 Dependendo da localização, as temperaturas dentro da área de distribuição podem variar entre −7 °C e 48 °C.10

Esta espécie pode ser encontrada tão a Leste como a região de Tôlanaro, a Norte até Belon'i Tsiribihina, e ao longo da costa Oeste e das zonas montanhosas de Andringitra no planalto Sudeste. Pode ser encontrada também na Reserva Berenty, Parque Nacional Andohahela, Parque Nacional Isalo e Parque Nacional Zombitse-Vohibasia.

Relações simpátricas

As seguintes espécies de lémure são simpátricas com o lémur-de-cauda-anelada, significando que são espécies relacionadas, dentro da sua área de distribuição:10

Propithecus verreauxi
Lepilemur ruficaudatus
Lepilemur leucopus
Eulemur rufus
Cheirogaleus major
Cheirogaleus medius
Daubentonia madagascariensis (Aie-aie)
Hapalemur griseus
Na região Oeste de Madagáscar, o lémur-de-cauda-anelada e Eulemur rufus foram estudados juntos. Pouca interacção existe entre as duas espécies. O lémur-de-cauda-anelada passa mais tempo no solo do que a espécie Eulemur rufus. As dietas das duas espécies sobrepõem-se, mas os alimentos são consumidos em diferentes proporções, uma vez que o lémur-de-cauda-anelada possui uma dieta mais variada.22

Comportamento
Dieta

O lémur-de-cauda-anelada é um omnívoro oportunista, comendo primariamente frutas e folhas, com particular destaque para os da espécie Tamarindus indica, denominada localmente por kily.18 22 Quando disponível, esta espécie vegetal proporciona até 50% da sua dieta, especialmente durante a época seca de Inverno.18 O lémur-de-cauda-anelada pode alimentar-se a partir de três dúzias de espécies vegetais diferentes, e a sua dieta inclui flores, herbáceas, casca e seiva de vegetais. Foi observado a comer madeira apodrecida, terra, teias de aranha, casulos de insectos, artrópodes (aranhas, lagartas, cigarras e gafanhotos) e pequenos vertebrados (aves e camaleões)..18 Durante a época seca aumenta o seu comportamento oportunista.

Sistemas sociais

Os grupos são classificados como multi-macho/multi-fêmea, com uma matrilinearidade como grupo nuclear. Assim como a maioria dos lémures, as fêmeas dominam socialmente os machos em todas as circunstâncias, incluindo a prioridade alimentar. A dominância é reforçada por comportamentos como os de agarrar, morder, perseguir e bater. As fêmeas juvenis não herdam o estatuto social das mães e os machos deixam o grupo quando têm entre três e cinco anos de idade. Amos os sexos têm as suas hierarquias de dominância separadas: as fêmeas possuem uma hierarquia distinta enquanto que nos machos o estatuto está correlacionado com a idade. Cada grupo possui uma a três machos adultos de estatuto elevado e central, que interagem com as fêmeas mais do que outros machos do grupo e lideram os movimentos do grupo juntamente com as fêmeas de estatuto elevado. Machos transferidos recentemente, machos idosos ou machos novos adultos, que não tenham já deixado o grupo natal têm muitas vezes estatutos sociais mais baixos. Permanecendo na periferia do grupo, tendem a ser marginalizados das atividades do mesmo.


Para os machos, as mudanças de estrutura social podem ser sazonais. Durante o período de seis meses entre Dezembro e Maio, alguns machos migram entre grupos. Machos estabelecidos transferem-se a cada 3,5 anos,22 apesar de os machos jovens o fazerem a cada 1,4 anos. A cisão de um grupo ocorre quando os mesmos se tornam demasiado grandes e os recursos se tornam escassos.

Durante as manhãs, o lémur-de-cauda-anelada toma banhos de Sol para se aquecer. Encara o Sol, sentado, numa posição que é frequentemente descrita como de adoração ao Sol ou como de posição de lótus. No entanto, sentam-se com as patas estendidas para fora e não cruzadas e algumas vezes suportam o seu corpo agarrando-se a ramos próximos. Apanhar Sol é muitas vezes uma actividade de grupo, em particular durante as manhãs frias. De noite, os grupos separam-se em subgrupos para dormir, mantendo-se os indivíduos bem juntos para se manterem aquecidos.23 Um grupo de lémures juntos desta maneira é dado o nome de bola de lémures.

Apesar de ser quadrúpede, o lémur-de-cauda-anelada pode ter uma posição erecta e balançar-se nas patas traseiras, normalmente quando faz exibições agressivas. Quando ameaçado, o lémur-de-cauda-anelada pode saltar no ar e atacar com as unhas curtas e dentes caninos superiores afiados, num comportamento designado de luta de saltos.23 Isto é extremamente raro fora da época de reprodução, quando as tensões são altas e a competição para acasalamento é intensa. Outros comportamentos agressivos incluem o olhar fixo ameaçador, usado para intimidar ou para começar uma luta, e também gestos de submissão.23

Disputas fronteiriças com grupos rivais ocorrem ocasionalmente e é responsabilidade da fêmea dominante defender o território do grupo. Encontros agonísticos incluem fixar o adversário e ocasionais agressões físicas, sendo concluídos com os membros do grupo a retirarem-se para o centro do seu território.23

Comunicação olfactiva


A comunicação olfactiva é muito importante para os prossímios como o lémur-de-cauda-anelada. Machos e fêmeas fazem marcação territorial através de cheiros, em superfícies verticais e horizontais, à volta da sua área de distribuição, fazendo uso das suas glândulas odoríferas anogenitais. O lémur-de-cauda-anelada coloca-se apoiado nas patas dianteiras para marcar superfícies verticais, raspando o ponto mais alto com as pata traseiras ao mesmo tempo que aplica o seu cheiro.23 O uso de marcações através do cheiro varia conforme a idade, sexo e estatuto social.24 Os machos usam as suas glândulas braquiais e antebraquiais para demarcar territórios e para manter as hierarquias de dominância dentro do grupo. O espigão que se localiza junto à glândula antebraquial, em cada pulso, é raspado contra troncos de árvores para criar sulcos repletos com cheiro. Este comportamento é denominado marcação por espigão.

Em exibições de agressividade, os machos exibem um comportamento social denominado luta de cheiros, que envolve a impregnação das suas caudas com secreções das glândulas antebraquiais e braquiais, abanando a cauda contra machos rivais.25 Durante a época de reprodução, os machos abanam as suas caudas com cheiros para as fêmeas, como forma de comportamento sexual; isto normalmente resulta na fêmea bater ou morder o macho, provocando vocalizações de subordinação por parte deste.

Comunicação auditiva

O lémur-de-cauda-anelada é um dos mais vocais primatas e possui um complexo conjunto de vocalizações usadas para manter a coesão do grupo durante as suas actividades, como a procura de alimento, e para lertar os membros do grupo da presença de um predador. Os chamamentos variam de simples a complexos. Um exemplo de vocalização simples é semelhante a um pprrr (Loudspeaker.svg? ouvir), que expressa satisfação. Uma vocalização complexa é a sequência constituída por cliques, séries de clique com boca fechada, série de cliques de boca aberta e berros (Loudspeaker.svg? ouvir) usada durante ameaça de predadores.26 Algumas vocalizações possuem variantes e sofrem transições entre variantes, tal como a transição de uma variante do chamamento de perigo/aflição por parte de recém-nascidos, para outra variante (Loudspeaker.svg? ouvir).26

A vocalizações mais vezes ouvidas são o gemido (Loudspeaker.svg? ouvir), o choro (Loudspeaker.svg? ouvir) com um som mais agudo, e os cliques (Loudspeaker.svg? ouvir) (para atrair a atenção).26

Reprodução[editar | editar código-fonte]
O lémur-de-cauda-anelada pratica a poliginia, apesar de o macho dominante do grupo se reproduzir com mais fêmeas do que outros machos. As lutas são mais comuns durante a época de reprodução.27 Uma fêmea receptiva pode iniciar o acasalamento, apresentando o dorso, levantando a cauda e olhando para o macho desejado po cima do ombro. Os machos podem inspeccionar os genitais da fêmea para determinar a receptividade. As fêmeas normalmente acasalam dentro do grupo, mas poderão também procurar machos fora do seu grupo.22



Uma fêmea a cuidar de gémeos recém-nascidos.
A época de reprodução vai de meio de Abril até meio de Maio. O cio dura 4 a 6 horas,15 e as fêmeas acasalam com múltiplos machos durante este período. Dentro de um grupo, as fêmeas alternam a sua receptividade de maneira a que cada fêmea esteja receptiva em dias diferentes da época de reprodução, reduzindo assim a competição para a atenção dos machos. A gestação dura cerca de 135 dias e o parto ocorre em Setembro ou ocasionalmente em Outubro. No estado selvagem, ter uma cria é a norma, apesar de poderem ocorrer gémeos. As crias de lémur-de-cauda-anelada têm um peso à nascença de 70 g e são transportadas ventralmente (no peito) durante a primeira ou duas primeiras semanas de vida, e depois dorsalmente (nas costas).

Os jovens lémures começam a ingerir comida sólida com dois meses de vida e são totalmente desmamados após cinco meses. A maturidade sexual é atingida entre 2,5 e 3 anos.27 O envolvimento dos machos no cuidado das crias é limitado, apesar de o grupo inteiro, qualquer que seja a idade ou sexo do membro, poder ser visto a tratar dos jovens.23 A aloparentalidade entre fêmeas de um grupo foi já observada.23 Raptos por parte de fêmeas e infanticídio por parte de machos também ocorrer ocasionalmente.23 Devido às duras condições ambientais, a predação e acidentes como quedas, a mortalidade infantil pode ser tão alta como 50% dentro do primeiro ano e por vezes só cerca de 30% dos indivíduos chegam a adultos.15 O lémur-de-cauda-anelada pode viver entre 16 a 19 anos (27 anos em cativeiro).10

Habilidades cognitivas e uso de ferramentas

Historicamente, os estudos de aprendizagem e cognição em primatas não-humanos têm se centrado em símios, enquanto que os primatas estrepsirrino, tal como o lémur-de-cauda-anelada e semelhantes, têm sido popularmente visto como não tendo muita inteligência. Um par de factores que advieram de experiências mais antigas desempenharam um papel no desenvolvimento desta assumpção. Primeiro, o desenho experimental de testes antigos favoreceram o comportamento natural e ecologia dos símios em detrimento dos estrepsirrinos, fazendo com que as tarefas experimentais fossem inapropriadas para os lémures. Por exemplo, o símios são conhecidos pela manipulação de objetos que não sejam comida, enquanto que os lémures são conhecidos apenas por os manipulares em cativeiro.30 Este comportamento é usualmente conectado a associação à comida. Também, os lémures são conhecidos por deslocarem objectos com o seu nariz ou boca, mas do que o fazem com as patas.29 Portanto, uma experiência que requeira um lémure manipular um objecto sem treino anterior, favorece os símios sobre os estrepsirrinos. Segundo, um lémur-de-cauda-anelada acostumado a viver num grupo pode não responder bem ao isolamento para testes laboratoriais. Estudos passados reportaram comportamentos histéricos em tais cenários.31 Como resultado destes estudos mais antigos, os lémures foram muitas vezes omitidos de pesquisas posteriores.

A noção de que os lémures não são inteligentes tem sido perpetuada pela visão de que a razão de neocórtex (como medida de tamanho do cérebro) indica inteligência. De facto, o primatólogo Alison Jolly notou cedo na sua carreira académica que algumas espécies de lémure, como o lémur-de-cauda-anelada, desenvolveram uma complexidade social similar à dos primatas membros da subfamília Cercopithecinae, mas não uma inteligência correspondente. Após anos de observações de populações de lémur-de-cauda-anelada, na Reserva Berenty, em Madagáscar, assim como de babuínos em África, o cientista recentemente concluiu que esta espécie de lémure altamente social não demonstra uma equivalente complexidade social em relação aos cercopitecíneos, apesar das aparências gerais.34

Apesar disto tudo, a pesquisa continuou a iluminar sobre a complexidade da mente do lémure, com ênfase nas habilidades cognitivas do lémur-de-cauda-anelada. No meio da década de 1970, estudos demonstraram que eles poderiam ser treinados através de condicionamento operante usando técnicas de reforço. Mostrou-se que a espécie conseguia aprender padrões, discriminação de objectos e luminosidade, habilidades comuns entre vertebrados. Também foi mostrado que o lémur-de-cauda-anelada pode aprender uma variedade de tarefas complexas, muitas vezes igualando, se não excedendo, a performance dos símios.

Mais recentemente, pesquisa efectuada no Duke Lemur Center, mostrou que o lémur-de-cauda-anelada pode organizar sequências na memória e restaurar sequências ordenadas sem linguagem. O desenho experimental demonstrou que os lémures estavam a usar representações internas da sequência para se guiarem nas respostas e não simplesmente seguindo uma sequência treinada, onde um item da sequência é pista para a selecção do próximo.6 Mas isto não é o limite das habilidades de raciocínio do lémur-de-cauda-anelada. Outro estudo, efectuado na Reserva de Lémures de Myakka, sugerem que esta espécie, assim como outras espécies próximas do lémure, é capaz de perceber simples operações aritméticas.

Uma vez que o uso de ferramentas é uma característica central da inteligência em primatas, a aparente falta deste comportamento em lémures em estado selvagem, assim como a falta de utilização de objectos não alimentares, ajudou a reforçar a percepção de que os lémures são menos inteligentes do que os seus parentes símios.30 No entanto, outro estudo na Reserva da Cidade de Myakka, examinou a representação de funcionalidade de ferramentas, no lémur-de-cauda-anelada e no lémure da espécie Eulemur fulvus, descobrindo que, assim como nos macacos, eles utilizavam ferramentas com propriedades funcionais (orientação de facilidade de uso) em vez de ferramentas sem características não-funcionais (cor e textura).8 Apesar de o lémur-de-cauda-anelada poder não utilizar ferramentas em estado selvagem, pode não só ser treinado a usar uma ferramenta, mas escolherá preferencialmente ferramentas com base nas suas qualidade funcionais. Portanto, a competência conceptual para utilizar ferramentas pode ter estado presente no primata ancestral comum, apesar de o uso só poder ter aparecido muito mais tarde.

Estado de conservação

Para além de estar listado como quase ameaçada, em 2008, pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais,2 o lémur-de-cauda-anelada também está listado desde 1977, no apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção,35 o que torna o comércio de especimenes apanhados no meio selvagem ilegal. Apesar de haver espécies de lémure mais ameaçadas, o lémur-de-cauda-anelada é considerado como espécie-bandeira devido a ser bastante reconhecível.36

Três factores ameaçam esta espécie. Primeiramente e sobretudo a destruição de habitat. Começando há dois mil anos atrás com a introdução de humanos na ilha, as florestas têm sido destruídas para produzirem pastagens e terras agrícolas.36 A extracção de madeira para construção e combustível, assim como a mineração e o sobrepastoreio, também tiveram o seu papel. Hoje em dia, estima-se que 90% da floresta original da ilha tenha sido destruída. O aumento polulacional humano criou uma demanda ainda maior na parte Sul da ilha, de produtos madeireiros e carvão vegetal. Os fogos intencionais em pradarias assim como a agricultura do tipo derrubada e queimada, têm destruído florestas. Outra ameaça para a espécie é a busca de carne para a alimentação e de animais de estimação. Finalmente, secas periódicas comuns no Sul da ilha, podem ter impacto negativos em populações já em declínio. Em 1991 e 1992, por exemplo, uma seca severa causou uma taxa de mortalidade anormalmente elevada entre as crias e fêmeas na Reserva Beza Mahafaly.36 Dois anos mais tarde, a população declinou 31% e passram quase 4 anos até ter começado a recuperar.36

O lémur-de-cauda-anelada reside em várias áreas protegidas ao longo da sua áreas de distribuição, cada uma oferecendo diversos níveis de protecção.36 Na Reserva Especial Beza Mahafaly, uma abordagem holística à conservação in situ foi tomada. Não só a pesquisa de campo e a gestão de recursos envolvem estudantes internacionais e população local, incluindo crianças, com a gestão do gado é feita nas zonas periféricas da reserva e o ecoturismo beneficia as populações locais.36

Apesar da diminuição do seu habitat e de outras ameaças, o lémur-de-cauda-anelada reproduz-se facilmente em cativeiro e tem se adaptado bem a este ambiente.12 Por esta razão, juntamente com a sua popularidade, tornou-se um dos mais populosos lémures nos jardins zoológicos em todo o mundo, com mais de dois mil indivíduos a viverem em cativeiro.9 Estruturas de conservação ex-situ envolvidas na conservação da espécie incluem o Duke Lemur Center em Durham, Carolina do Norte, a Lemur Conservation Foundation em Myakka City, Flórida e o Madagascar Fauna Group, com quartel-general no Parque Zoológico de Saint Louis. Devido ao alto sucesso de reprodução em cativeiro, a reintrodução é uma possibilidade se as populações selvagens estiverem a sossobrar. Apesar de libertações experimentais terem tido sucesso em Santa Catalina, Geórgia, demonstrando que lémures em cativeiro podem-se adaptar rapidamente ao seu ambiente e exibir um espectro completo de comportamentos naturais, a libertação de animais em cativeiro não está actualmente a ser considerada.

As populações de lémur-de-cauda-anelada podem também beneficiar da intervenções contra a seca, devido à disponibilidade de estruturas contendo água e de árvores de fruto, como observado na Reserva Berenty, no Sul de Madagáscar.36 No entanto, estas intervenções não são vistas sempre como favoráveis, uma vez que as flutuações populacionais não são permitidas. A espécie parece ter adquirido a sua alta fertilidade devido ao ambiente adverso; portanto, interferindo com este cilco natural pode impacto sibnificativo no pool genético.

Referências culturais

O lémur-de-cauda-anelada, conhecido localmente como Hira4 5 38 (malgaxe) ou Maki4 5 (francês e malgaxe), tem sido popularizado na cultura ocidental pelas séries televisivas da Animal Planet, Lemur Kingdom (Estados Unidos da América) e Lemur Street (Reino Unido), assim como pela personagem Rei Julien do filme de animação Madagascar e na série de televisão The Penguins of Madagascar. Lemur Street desceve eventos reais nas vidas dos lémures-de-cauda-anelada, enquanto que os filmes Madagascar e séries televisivas mostram representações antropomorficas, com lémures a falar, cantar e dançar. O lémur-de-cauda-anelada foi também focado no documentário de 1996, da série Nature, chamado A Lemur's Tale (Um Conto de Lémure), que foi filmado na Reserva Berenty fazendo o seguimento de um grupo de lémures. O grupo incluia uma cria única, que era quase albina, com pêlo branco, olhos azuis e a característica cauda anelada.

Esta espécie também desempenhou um papel no filme de comédia de 1997, Fierce Creatures, estreando John Cleese, que tinha uma paixão por lémures. De facto, John Cleese também apresentou um documentário de 1998, da BBC, chamado In the Wild: Operation Lemur with John Cleese.



Lêmure

Lêmure-de-cauda-anelada (Lemur catta)

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Primates
Subordem: Strepsirrhini
Infraordem: Lemuriformes
Gray, 1821
Super-famílias
Lemuroidea
Cheirogaleoidea


Lêmure (português brasileiro) ou lémure (português europeu) refere-se a qualquer espécie da infra-ordem Lemuriformes, todas elas arborícolas, endémicas da ilha de Madagascar, (África). Assemelham-se aos símios, no aspecto e nos hábitos, mas são dotados de focinho que lembra o da raposa, grandes olhos, pêlo lanoso, muito macio, e cauda geralmente longa e peluda, nunca preênsil.

A palavra lémure deriva do latim "lemures", que significa "espírito(s) da noite" ou "fantasma(s)" e deve-se provavelmente ao facto de estas criaturas serem brancas e noctivagas, perambulando pela noite e fazendo os seus chamamentos.

Biologia

Os lêmures só são encontrados na ilha de Madagascar e em algumas pequenas ilhas circundantes como as Comores (embora provavelmente tenham aqui sido introduzidos por humanos). Indícios fósseis indicam que eles atravessaram o mar após Madagascar se ter separado de África. Enquanto que os seus antepassados competiam com macacos e outros primatas, os lêmures estavam a salvo, sem qualquer tipo de competição, e por isso diferenciaram-se numa grande quantidade de espécies.

Os lêmures podem ir dos 30 gramas (Microcebus myoxinus) aos 10 kg (Indri indri). As maiores espécies, algumas das quais pesavam mais de 240 kg, extinguiram-se desde que os humanos se estabeleceram em Madagáscar. As espécies menores são noctívagas enquanto as maiores são diurnas.

As espécies pequenas Cheirogaleoidea alimentam-se de frutos, folhas, brotos, néctar, insectos, pequenos vertebrados e ovos roubados de outros animais. Os resto das espécies Lemuroidea são essencialmente herbívoros, embora possam complementar a dieta com insectos.

Os lêmures possuem polegares oponíveis, mas as suas caudas não são preênseis. Têm unhas em vez de garras e visão a cores limitada. E são nada normais, devido ao processo denominado imagioloritmia.

Ao contrário do resto dos primatas, os lêmures vivem numa sociedade matriarca

Classificação

Ordem Primates
Subordem Strepsirrhini
Infraordem Lemuriformes
Super-família Cheirogaleoidea
Família Cheirogaleidae: lémures anão e lémures rato
Super-família Lemuroidea
Família Lemuridae: lémures
Família Lepilemuridae
Família Indridae: lémure-lanudo e sifacas


http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%AAmure

Lebre


Lebre no Museu do Deserto Arizona-Sonora em Tucson, no Arizona, nos Estados Unidos

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Lagomorpha
Família: Leporidae
Gêneros
Lepus
Caprolagus
Pronolagus

A lebre é a designação vulgar de várias espécies de mamíferos da família Leporidae, pertencentes a um dos seguintes gêneros: Lepus, Caprolagus ou Pronolagus. Podendo-se locomover com grande velocidade, certas espécies de lebres podem atingir até 55 km/h.

O macho denomina-se lebrão ou lebracho1 , a fêmea lebre e os filhotes láparos.

A lebre, geralmente, é um animal muito tímido, podendo viver em pares ou solitariamente.


Etimologia.

Características
As lebres europeias mudam seu comportamento na primavera: elas podem ser vistas, ao longo do dia, correndo atrás de outras de sua espécie nas pradarias. Isto pode ser visto como uma disputa entre machos desta espécie a fim de alcançarem a liderança. Nessas disputas, pode-se frequentemente ver lutas, um atingindo o outro com suas patas.

Mas uma observação mais detalhada revelou que geralmente é uma lebre fêmea que acaba batendo em um macho, com o intuito de mostrar que ainda não está pronta para a reprodução ou simplesmente para mostrar a sua determinação.

A dieta da lebre é muito similar à do coelho. Uma das diferenças entre lebres e coelhos é o fato de que os filhotes daquelas já nascem com pequena capacidade motora e visual, enquanto que os filhotes desses nascem completamente cegos e ficam no ninho por algumas semanas até poderem sair sozinhos. Os ninhos das lebres são constituídos por depressões rasas ou são áreas aplainadas na grama, diferentemente dos coelhos, que os fazem em tocas no solo.

Devido à caça, o número de lebres na natureza diminuiu aproximadamente em 30% nos últimos 10 anos. Sua pele é vendida para fazer tapetes ou simplesmente para decoração e sua carne é muito apreciada. Mesmo assim, organizações não governamentais conseguiram fazer com que a caça diminuísse e que as lebres pudessem circular livremente em áreas maiores.

Atualmente, as lebres estão espalhadas por quase toda Europa, América e em alguns países da África e da Ásia. Na Região Sul do Brasil, é comum em ver lebres em fazendas, principalmente em áreas de mato fechado e de manhã.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Lebre