sexta-feira, 11 de abril de 2014

Mula

Mulo em Oklahoma, nos Estados Unidos

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Perissodactyla
Família: Equidae
Género: Equus
Espécie: E. cabalus x E. asinus


Mula pastando em Itaúnas, em Conceição da Barra, no Espírito Santo, no Brasil
Mula,1 mulo, mu, besta, burro, macho ou jerico (este último, nas ilhas da Madeira e Porto Santo e em algumas regiões do Brasil), em seu significado moderno comum, é o indivíduo híbrido resultante do cruzamento de um jumento, Equus africanus asinus, com uma égua, Equus caballus ou de um cavalo com uma jumenta. Só existem mulas fêmeas.

Etimologia

"Mulo" e "mu" se originaram do termo latino mulu. "Besta" se originou do termo latino bestia . "Macho" se originou do termo latino masculu. "Burro" se originou de "burrico" .

Descrição

Por agrupar características positivas das duas raças, é um animal adaptado ao transporte de cargas, tendo sido muito utilizado até o começo do século XX, principalmente em locais de topografia acidentada.

Devido ao fato de cavalos possuírem 52 cromossomas, enquanto o jumento possui 56, resultando em 54 cromossomas, os mulos são, quase sempre, estéreis. São raros os casos em que uma mula deu à luz; com efeito, desde 1527, data em que os casos começaram a ser arquivados, apenas 60 casos foram registrados.

Mosquito


Culiseta longiareolata
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Diptera
Subordem: Nematocera
Famílias
Dixidae
Chaoboridae
Culicidae
Thaumaleidae
Simuliidae
Ceratopogonidae
Chironomidae
Psychodidae

Mosquito, pernilongo, mosquito-prego, muriçoca, meruçoca, muruçoca2 , carapanã, carapanã-pinima, fincão, fincudo, melga, sovela, perereca e bicuda3 são termos gerais para designar diversos insectos da subordem Nematocera, normalmente dando ênfase para a família Culicidae. Por constituírem vernáculos, não obedecendo às regras da nomenclatura científica, abarcam diversos táxons, como é o caso dos mosquitos-palha e dos MOSQUITOS DE BENGALA.

Índice  [esconder] 
1 Regionalismos
2 Etimologia
3 Biologia
4 Referências
5 Ver também
6 Ligações externas
Regionalismos[editar | editar código-fonte]
Em várias partes do Brasil, faz-se distinção entre mosquito e pernilongo: o primeiro refere-se a pequenas moscas, como as drosófilas, enquanto que o segundo, além dessa denominação, é também referido como "muriçoca"4 . Na maioria dos estados da Região Norte do Brasil, este pernilongo chama-se "carapanã". As fêmeas do pernilongo são também conhecidas como "melgas" ou "trompeteiros".

Etimologia

"Mosquito" vem do latim musca6 . "Pernilongo" é uma referência às longas pernas do inseto . "Mosquito-prego" é uma referência a sua picada, que se assemelha à perfuração de um prego. "Muriçoca", "meruçoca" e "muruçoca" são oriundos do tupi muri'soka. "Carapanã" vem do tupi karapa'nã . "Carapanã-pinima" vem da junção dos termos tupis karapa'nã ("mosquito") e pi'nima ("pintado) . "Fincão" e "fincudo" vem de "fincar"9 e são uma referência a sua picada. "Sovela" é uma referência ao instrumento cortante homônimo utilizado pelos sapateiros e correeiros10 , numa alusão à picada dos insetos. "Perereca" vem do gerúndio do tupi pere'reg, "ir aos saltos"11 e é uma alusão ao hábito do inseto de pular de um lugar para outro para fugir de seus inimigos. "Bicuda" é uma alusão à sua picada.

Biologia[editar | editar código-fonte]
Como os outros membros da ordem Diptera, os mosquitos têm um par de asas e um par de halteres, que são modificações das asas posteriores usadas como órgãos de equilíbrio. Nos chamados mosquitos a probóscide (tromba) está adaptada para a sucção de líquidos como néctar, seiva ou sangue. Muitas espécies, como os Anopheles e o Aedes aegypti são vetores de parasitas, como, nestes casos e respetivamente, a malária e a dengue.

Larvas de mosquito

Em geral, apresentam dimorfismo sexual acentuado: os machos apresentam antenas plumosas (como pequenas árvores de natal), e as fêmeas apresentam antenas pilosas e são muito mais corpulentas; em quase todas as espécies elas alimentam-se de sangue de vertebrados (incluindo o homem) para maturar seus ovários antes de pôr os ovos.


O Aedes aegypti

O tamanho varia, mas é raramente maior que 15 mm. O peso dos mosquitos é apenas de 2 a 2,5 miligramas. Eles conseguem voar de 1,5 a 2,5 km/h. Os mosquitos existem há 170 milhões de anos (Jurássico médio).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosquito

Morsa

Grande morsa no gelo, Alaska

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Carnivora
Família: Odobenidae
Género: Odobenus
Espécie: O. rosmarus
Nome binomial
Odobenus rosmarus
( Linnaeus, 1758)


A morsa é um animal de grande porte que vive nas águas do Ártico. Uma fêmea adulta chega a 2,60 metros de comprimento e pode pesar de 400 até 1.250 kg. O Macho adulto é ainda maior, podendo ter de 3 a 4 metros de comprimento. Os machos adultos do Pacífico podem pesar até 1700 kg e, entre pinípedes, são ultrapassados ​​em tamanho apenas pelas duas espécies de elefantes marinhos. A morsa é a única espécie viva na família Odobenidae e no género Odobenus. Subdivide-se em três subespécies: morsa do Atlântico (O. rosmarus) que vive no Oceano Atlântico, a morsa do Pacífico (O. rosmarus divergens) que habita no Oceano Pacífico e O. rosmarus laptevi, que vive no Mar de Laptev.

A morsa é imediatamente reconhecida por suas presas proeminentes, bigodes e grande volume. As morsas possuem uma pele enrugada e áspera que vai se tornando cada vez mais espessa ao longo de sua vida (15 a 30 anos). Para nadar usam a nadadeira caudal. Deslocam-se mal em terra, utilizando as nadadeiras anteriores e andando quase aos saltos. Seu focinho tem um sólido bigode e dois enormes caninos ou presas que podem chegar a 90 centímetros nas fêmeas e ultrapassar 1,10 metro de comprimento nos machos. As presas são usadas para arrancar moluscos e caranguejos do fundo do mar desgastando-se ao longo dos anos. Elas residem principalmente em habitats rasos nas prateleiras oceânicas, gastando uma proporção significativa de sua vida no gelo do mar em busca da sua dieta preferida de moluscos bivalves bentônicos. É uma vida relativamente longa animal. Sociável, a morsa é considerada uma espécie-chave nos ecossistemas marinhos do Ártico.

A morsa tem desempenhado um papel de destaque nas culturas de muitos povos indígenas do Ártico que caçaram a morsa pela sua carne, pele, gordura, presas e ossos. Nos séculos 19 e início do 20, a morsa foi o objeto de exploração comercial pesado ​​de gordura de baleia e marfim e com isso, as morsas acabaram rapidamente. Sua população mundial, desde então, se recuperou, embora as populações do Atlântico e Laptev permanecem fragmentados e em níveis historicamente deprimidos.

Migração

No fim do ano (verão e no outono) a morsa tenta juntar dezenas de milhares de pessoas em praias rochosas ou afloramentos. A migração entre o gelo e a praia podem ser de longa distância e dramático. No final da primavera e no verão, por exemplo, centenas de milhares de morsas do Pacífico migram do mar de Bering para o mar de Chukchi através do Estreito de Bering relativamente estreito.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Morcego

Corynorhinus townsendii

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Chiroptera
Famílias
Megachiroptera
Pteropodidae Microchiroptera
Emballonuridae
Rhinopomatidae
Craseonycteridae
Rhinolophidae
Nycteridae
Megadermatidae
Vespertilionidae
Molossidae
Antrozoidae
Natalidae
Myzopodidae
Thyropteridae
Furipteridae
Noctilionidae
Mystacinidae
Mormoopidae
Phyllostomidae
O morcego é um animal mamífero da ordem Chiroptera cujos membros superiores (braços e mãos) têm formato de asas membranosas, tornando-os os únicos mamíferos naturalmente capazes de voar. No Brasil, o morcego pode ser raramente chamado pelos seus nomes indígenas andirá ou guandira.

Tradicionalmente, divide-se os quirópteros em morcegos propriamente ditos (subordem Microchiroptera) e raposas-voadoras (subordem Megachiroptera). Representam um quarto de toda as espécies de mamíferos do mundo. São pelo menos 1 116 espécies 2 , que possuem uma enorme variedade de formas e tamanhos, podem ter uma envergadura de cinco centímetros a dois metros, uma enorme capacidade de adaptação a quase qualquer ambiente (só não ocorrem nos polos) e uma ampla diversidade de hábitos alimentares.

Os morcegos têm a dieta mais variada entre os mamíferos, pois podem comer frutos, sementes, folhas, néctar, pólen, artrópodes, pequenos vertebrados, peixes e sangue. Cerca de 70% dos morcegos são insetívoros, alimentando-se de insetos, sendo praticamente todo o restante frugívoros, ou seja, alimentam-se de frutas. Somente três espécies se alimentam exclusivamente de sangue: são os chamados morcegos hematófagos ou vampiros, encontrados apenas na América Latina. Dessa maneira, morcegos contribuem substancialmente para a estrutura e dinâmica dos ecossistemas 4 , pois atuam como polinizadores, dispersores de sementes, predadores de insetos (incluindo pragas agrícolas), fornecedores de nutrientes em cavernas e vetores de doenças silvestres, dentre outras funções. Possuem ainda o extraordinário sentido da ecolocalização (biossonar ou orientação por ecos), que utilizam para orientação, busca de alimento e comunicação.


Etimologia

O termo "morcego" tem origem no nome arcaico para "rato", "mur" (do latim mure) com "cego", significando, portanto, "rato cego".

No Brasil também se usam raramente os termo "andirá" ou "guandira" que têm sua origem no tupi ãdi'rá6 .

A família dos morcegos, Chiroptera, tem sua origem etimológica nos termos gregos χείρ [cheir], "mão" e πτερόν [pterón], "asa".

Classificação


Uma raposa-voadora "Pteropus giganteus" (subordem Megachiroptera, família Pteropodidae).
Os Megachiroptera são encontrados na África, Oceania e Ásia. Como o seu nome indica, nesta subordem que encontram-se os maiores morcegos do mundo, os quais chegam a 2 metros de envergadura e comem frutas. Não utilizam a ecolocalização, à excepção do gén. Rousettus. A subordem Microchiroptera contém os mais variados hábitos alimentares, comendo desde frutas (frugivoros) até peixes(piscivoro), e com freqüência dependem da ecolocalização para navegação e para encontrar presas. Três espécies se destacam por terem desenvolvido um hábito alimentar por sangue, os hematófagos. (Desmodus rotundus, Diphylla ecaudata e Diaemus youngii).

Acreditava-se que essas duas subordens tinham se desenvolvido de forma independente e que suas características similares eram resultado de evolução convergente. Porém, análises filogenéticas mostraram que os dois grupos têm um ancestral voador comum8 . Estudos filogenéticos mais recentes, feitos com dados moleculares, têm mantido essa teoria do ancestral comum (a ordem Chiroptera seria mesmo um grupo monofilético). Porém, a divisão em duas subordens está sendo alterada, porque na verdade as raposas-voadoras parecem estar contidas dentro de uma linhagem evolutiva dos demais morcegos9 .

Sabe-se pouco sobre a origem dos morcegos, já que seus esqueletos pequenos e delicados não fossilizam bem. Os morcegos fósséis mais antigos encontrados são o Icaronyctens, Archaeonyctnes, Palaeochropteryx e Hassianycteris do Eoceno inferior (cerca de 50 milhões de anos atrás), mas eles já eram muito semelhantes aos Microchiroptera modernos. Os morcegos eram usualmente agrupados, junto com os Scandentia, Dermoptera e primatas, na superordem Archonta, mas novos estudos genéticos, morfológicos e paleontológicos revelaram que os morcegos não ligam-se a estes animais. Com a exclusão dos Chiroptera, o grupo passou a ser batizado de Euarchonta. Parece que os Chiroptera estão mais relacionados à antiga ordem Insetivora (musaranhos e toupeiras), que atualmente está dividida em ordens menores.

Anatomia

O osso do metacarpo e o segundo e quinto dedos dos membros anteriores são alongados, e entre eles existe uma membrana, chamada "feiosa brósiliti quiropatágio". A membrana se estende dos dedos até ao lado do corpo e deste até à base dos membro posteriores. A asa inteira de um morcego é chamada "patágio". Muitas espécies têm também uma membrana entre os membros posteriores incluindo a cauda. Esta membrana é o "uropatágio".



Esqueleto de um morcego vampiro comum "Desmodus rotundus"; note a dentição especializada.
O patágio está cheio de delicados vasos sanguíneos, fibras musculares e nervos. No tempo frio, os morcegos enrolam-se em suas próprias asas como num casaco. No calor, eles as expandem para refrescar seus corpos.

O polegar e, às vezes, o segundo dedo dos membros anteriores, têm garras, bem como os cinco dedos dos membros posteriores. As garras traseiras permitem aos morcegos agarrarem-se aos galhos ou saliências. Os morcegos também podem se mover no chão, mas são bastante desajeitados.

Quase todos os morcegos são ativos à noite ou ao crepúsculo, com exceção do grupo das raposas-voadoras, que inclui muitas espécies diurnas. Os seus sentidos de olfato paladar e audição são excelentes e, ao contrário do que muitos pensam, morcegos possuem uma boa visão. Eles possuem também o sentido da ecolocalização (biossonar), que levou a diversas modificações morfológicas em várias espécies de morcegos, chegando a aparências bizarras como a dos morcegos Centurio.

Seus dentes, no geral, se parecem com os dos mamíferos da ordem Insectivora (toupeiras e musaranhos). Porém, há uma grande variedade de dentições entre os morcegos, relacionadas às suas linhagens evolutivas e hábitos alimentares3 . Por exemplo, morcegos frugívoros costumam ter um grande número de dentes, tendo molares e pré-molares bem largos e fortes, que usam para mastigar a polpa fibrosa de muitos frutos. Já morcegos que se alimentam de néctar têm poucos dentes, que são de menor tamanho, já que esses morcegos só bebem líquidos. Morcegos-vampiros, por sua vez, têm dentes incisivos bastante grandes e afiados, que usam para fazer cortes precisos e superficiais nas suas presas, das quais lambem o sangue.

Ecolocalização

A maioria dos morcegos possui um sexto sentido, aliado aos cinco a que nós humanos estamos acostumados: a ecolocalização 10 , ou seja, orientação por ecos. Este sentido funciona, basicamente, da seguinte maneira: o morcego emite ondas ultrassônicas (frequência acima de 20 KHz, inaudíveis para humanos) pelas narinas ou pela boca, dependendo da espécie. Essas ondas atingem obstáculos no ambiente e voltam na forma de ecos com frequência maior pois ao voltar o eco mais a velocidade do morcego são somadas. (Efeito Doppler). Esses ecos são percebidos pelo morcego. Com base no tempo em que os ecos demoraram a voltar, nas direções de onde vieram, e na frequência relativa dos ecos (efeito Doppler), os morcegos sentem se há obstáculos no caminho, assim como suas distâncias, formas e velocidades relativas. Isso é especialmente útil para caçar insetos voadores, por exemplo, mas morcegos com outras dietas também usam bastante esse sentido.

Alguns dos ancestrais dos morcegos - musaranhos e toupeiras (mamíferos da ordem Insectivora) - já possuíam um sistema de ecolocalização rudimentar. Supõe-se que os morcegos da subordem Microchiroptera desenvolveram seu sistema sofisticado como uma novidade evolutiva, e que as raposas-voadoras da subordem Megachiroptera perderam esse sistema originalmente, tendo algumas espécies desenvolvido posteriormente um sistema rudimentar baseado em cliques da língua . Outros sistemas de ecolocalização evoluíram de forma independente em golfinhos, baleias, andorinhões e outros animais.

A ecolocalização também pode ser chamada de biossonar, pois a partir desse sistema natural foram desenvolvidos os sonares de navios e os aparelhos de ultrassom. Na verdade, nenhuma "imitação humana" se compara à qualidade do sistema natural. Assim, os morcegos contam com um recurso muito importante para animais que precisam se orientar à noite ou em ambientes escuros, como as cavernas. A eficiência da ecolocalização varia entre as espécies de morcegos, sendo que os de hábito alimentar insetívoro, ou predadores de insetos em geral, possuem-no mais desenvolvido. A ecolocalização é importante também para morcegos que se alimentam de plantas, pois ela os ajuda a encontrar frutos e flores, e reconhecer suas espécies com base no padrão de ecos que produzem.

Alguns morcegos usam a ecolocalização também para se comunicar com outros indivíduos da mesma espécie; isso é importante principalmente no reconhecimento entre mães e filhotes . Já se tem estudado aplicações da ecolocalização na orientação de pessoas cegas.



Reprodução


Um morcego Artibeus cinereus cuidando do seu filhote debaixo de uma tenda feita em uma folha, na Reserva Michelin, no Brasil
Um morcego recém-nascido se agarra à pele da mãe e é transportado, embora logo se torne grande demais para isto. Seria difícil para um adulto carregar mais de uma cria, portanto normalmente nasce apenas uma. Os morcegos frequentemente formam colônias-berçário, com muitas fêmeas dando à luz na mesma área, seja uma caverna, um oco de árvore ou uma cavidade numa construção. A gestação dura de dois (em algumas espécies de morcegos frugívoros) a sete meses (em morcegos hematófagos), variando conforme a espécie. Em algumas espécies duas glândulas mamárias estão situadas entre o peito e os ombros (axilares), mas também podem ser peitorais ou abdominais.

Embora a habilidade de voar seja congênita, imediatamente após o nascimento as asas ainda são pequenas demais para voar. Os jovens morcegos da ordem Microchiroptera se tornam independentes com a idade de seis a oito semanas, os da ordem Megachiroptera não antes dos quatro meses. Com a idade de dois anos os morcegos estão sexualmente maduros.

A maioria dos morcegos tem apenas um filhote por gestação e de uma a duas gestações por ano. Há exceções como os morcegos do gênero Lasiurus, que costumam ter quadrigêmeos, e alguns morcegos Myotis, que podem ter três ou quatro gestações por ano. A expectativa de vida do morcego vai de quatro a trinta anos, variando muito conforme a espécie. Morcegos que se alimentam de plantas costumam ter sua sazonalidade reprodutiva influenciada pela oferta dos frutos ou flores de que mais gostam, porém em alguns locais as variações no clima podem ser muito importantes.

Morcegos apresentam uma grande variedade de comportamentos reprodutivos. Em geral, a maioria das espécies de morcegos é poligínica , ou seja, um macho dominante mantém o controle sobre várias fêmeas (harém), enquanto machos subordinados lutam para conseguir copular secretamente com algumas delas. Há espécies de morcegos em que os machos têm glândulas de cheiro nos ombros ou pescoço, usadas para emitir odores que atraem as fêmeas. Em outras espécies os machos têm ornamentos, como cristas na cabeça, que desempenham um papel na seleção sexual. Além disso, algumas espécies apresentam comportamentos sexuais bem curiosos, como até mesmo felação.

Inimigos naturais

Os morcegos pequenos são, às vezes, presas de corujas e falcões. De maneira geral, há poucos animais capazes de caçar um morcego. Na Ásia, existe um tipo de falcão que se especializou em caçar morcegos. O gato doméstico é um predador regular em áreas urbanas: pega morcegos que estão entrando ou deixando um abrigo, ou no chão. Poucos morcegos descem ao chão para se alimentar, salvo casos observados nos gêneros Artibeus e Centurio. Morcegos podem ir ao chão devido a acidentes enquanto estão aprendendo a voar, em tempo ruim, como estratégia de aproximação ou então quando estão doentes. Também existem relatos de algumas espécies de sapos e lacraias cavernícolas que predam morcegos, além, é claro, de morcegos carnívoros maiores, especialmente da tribo Vampirinii, que se alimentam dos menores. Marsupiais neotropicais, como gambás e cuícas da família Didelphidae, também costumam predar morcegos. Cobras também são importantes predadores de morcegos. Há também registros de predação de morcegos do gênero Myotis por bem-te-vis.

Os piores inimigos dos morcegos são os parasitas. As membranas, com seus vasos sanguíneos, são fontes ideais de alimento para pulgas e carrapatos. Alguns grupos de insetos sugam apenas o sangue de morcegos, por exemplo as moscas-de-morcego, pertencentes às famílias Streblidae e Nycteribiidae. Nas suas cavernas, os morcegos ficam pendurados muito próximos: portanto, torna-se fácil para os parasitas infestar novos hospedeiros.

Interações com plantas

Um típico morcego nectarívoro (Lichonycteris obscura) na Reserva Michelin, no Brasil. Na foto, é possível ver o focinho e parte da língua, geralmente muito alongados em morcegos que se alimentam de flores.
Os morcegos interagem com plantas de diversas formas, como por exemplo através do consumo de frutos e sementes, do consumo de néctar e pólen, do consumo de folhas, da construção de tendas em folhas e do uso de cavidades em árvores como abrigos24 . Essas interações podem ser classificadas quanto ao seu resultado para os morcegos e as plantas em quatro tipos 25 : comensalismo, ao utilizarem partes da planta como abrigo, sem causar-lhe prejuízo; parasitismo, quando consomem partes da planta sem matá-la, causando-lhe algum prejuízo; predação, caso matem as sementes ao consumirem os frutos; mutualismo, quando ambas as partes de beneficiam da interação, como no caso da polinização e da dispersão de sementes.

Atendendo a que o comensalismo não afeta a planta, o parasitismo por morcegos não chega a ser muito intenso e a predação também não é muito frequente (já que os morcegos não costumam danificar sementes, exceto pelos morcegos Chiroderma), o mutualismo é a interação que desperta mais interesse, tanto pela sua frequência quanto pela sua grande importância ecológica. Há duas formas básicas de mutualismo entre morcegos e plantas: a polinização e a dispersão de sementes.

Na polinização, os morcegos visitam flores para consumir néctar, e acabam por transportar o pólen de uma flor a outra da mesma espécie, ajudando assim na reprodução das plantas visitadas. Algumas plantas, como algumas espécies de agave (matéria-prima da tequila), dependem fortemente de morcegos para sua polinizacão; outras, como a Dyssochroma viridiflorum, dependem de morcegos tanto para a polinização quanto para a dispersão de sementes. Os principais morcegos envolvidos nesse tipo de mutualismo no Novo Mundo pertencem às subfamílias Glossophaginae, Brachyphyllinae e Lonchophyllinae (Phyllostomidae), e à subfamília Macroglossinae (Pteropodidae) no Velho Mundo. Os morcegos mais especializados em se alimentar de néctar geralmente tem poucos dentes e algumas espécies tem línguas extremamente compridas, que as ajudam a alcançar o fundo dos tubos florais de plantas muito especializadas na polinização por morcegos. Algumas plantas especializadas na polinização por morcegos têm até mesmo estruturas florais que ajudam na sua detecção através de ultra-sons.

Na dispersão de sementes, os morcegos pegam frutos de diferentes plantas para comer e, ao fazerem isso, ingerem ou carregam as sementes, dependendo do tamanho. Com isso eles transportam as sementes por longas distâncias, ajudando também na reprodução das plantas e na colonização de novas áreas. No Novo Mundo, os principais morcegos dispersores pertencem às subfamílias Carolliinae e Stenodermatinae (Phyllostomidae), sendo responsáveis pela dispersão de mais de 500 espécies de plantas. No Velho Mundo, os morcegos frugívoros pertencem a diferentes subfamílias de Pteropodidae. Morcegos usam diversos critérios para escolher os frutos que vão comer, dentre eles o tamanho , a cor, o odor, a forma e a posição na planta. Há morcegos frugívoros que, além de dispersarem sementes, podem também consumir algumas, sendo classificados como predadores de sementes; é o caso dos filostomídeos do gênero Chiroderma, que possuem adaptações fisiológicas e morfológicas para a granivoria. As interações entre as diversas espécies de morcegos e plantas que vivem juntas em uma dada localidade formam redes complexas, que são responsáveis pela manutenção do serviço ambiental de dispersão de sementes, especialmente de plantas pioneiras (ou seja, as primeiras a chegar em uma comunidade). Essas redes complexas de morcegos e frutos têm propriedades diferentes das redes de aves e frutos, e portanto umas complementam os serviços das outras.

Uma outra forma muito interessante de interação entre morcegos e plantas é a construção de tendas em folhas. Ainda não há consenso se essa interação é um comensalismo ou um parasitismo. Muitas informações interessantes podem ser consultadas em um livro de 2007 sobre morcegos fazedores de tendas. Esse hábito de construir tendas e levar frutos para comer debaixo delas pode até resultar em benefícios para a dispersão de sementes de outras plantas .

Transmissão da raiva


Um morcego vampiro comum Desmodus rotundus, na Fazenda Canchim, Brasil
Ainda que o perigo de transmissão de raiva se resuma aos locais onde essa doença é endêmica, dos poucos casos relatados anualmente em algumas localidades, a maioria é causada por mordidas de morcegos. Porém, na maioria dos lugares, especialmente nas cidades, os principais transmissores da raiva ainda são cães e gatos38 . Embora a maioria dos morcegos não tenha raiva, os que têm podem ficar pesados, desorientados, incapazes de voar, o que torna mais provável que entrem em contato com seres humanos. Outras mudanças no comportamento do morcego contaminado são atividade alimentar diurna, hiperexcitabilidade, agressividade, tremores, falta de coordenação dos movimentos, contrações musculares e paralisia, seguida de óbito. O maior problema relacionado à raiva transmitida por morcegos são as mortes de animais de criação, principalmente bois. Os principais morcegos transmissores de raiva são da subfamília Desmodontinae (família Phyllostomidae), os famosos morcegos vampiros, porém morcegos de outros tipos também podem se contaminar e transmitir a doença.

Embora não se deva ter um medo desmesurado de morcegos, deve-se evitar manipulá-los ou tê-los no lugar onde se vive, tal como acontece com qualquer animal selvagem.

Os morcegos vampiros têm dentes muito pequenos e afiados, então podem morder uma pessoa adormecida sem que sejam sentidos. Além disso, eles são muito pequenos (cerca de 30 g), seu ataque é muito sutil e sua mordida é superficial, por isso é difícil que acordem a presa. Morcegos vampiros tem ainda um sétimo sentido, a termopercepção39 , que funciona através de mecanismos fisiológicos finamente ajustados 40 e os auxilia a descobrir os vasos sanguíneos mais superficiais, propiciando assim uma mordida mais rasa e, portanto, menos dolorida. Morcegos vampiros não têm anestésico na saliva, ao contrário do que algumas pessoas acreditam. Porém, eles têm um forte anticoagulante na saliva, que retarda a cicatrização da ferida, permitindo que se alimentem por mais tempo; essa substância tem sido estudada para a elaboração de remédios para a circulação.

Se um morcego for encontrado em uma casa e não se puder excluir a possibilidade de exposição, o morcego deve ser capturado e imediatamente encaminhado para o centro local de controle de zoonose para ser observado. Isto também se aplica se o morcego for encontrado morto. Se for certo que ninguém foi exposto ao morcego, ele deve ser retirado da casa. A melhor forma de fazê-lo é fechar todas as portas e janelas do cômodo exceto uma para o exterior. O morcego logo sairá.

Devido ao risco de raiva e também há problemas de saúde relacionados a suas fezes, que podem conter, entre outros, os fungos causadores da histoplasmose, os morcegos devem ser retirados das partes habitadas das casas. Nos locais onde a raiva não é endêmica, como na maior parte da Europa ocidental, pequenos morcegos são considerados inofensivos.

Aspectos culturais

O morcego é sagrado em Tonga e na África Ocidental e, frequentemente, é considerado a manifestação física de uma alma separada. Na cultura popular, os morcegos estão intimamente relacionados aos vampiros, que se diz serem capazes de se metamorfosear em morcegos. São também um símbolo de fantasmas, morte e doença. Entre alguns nativos americanos, como os Creeks, Cherokees e Apaches, o morcego é um espírito embusteiro. A tradição chinesa afirma que o morcego é um símbolo de longevidade e felicidade, bem como na Polônia, na região da Macedônia e entre os Árabes e Kwakiutls.

Na cultura ocidental, o morcego é, frequentemente, associado à noite e à sua natureza proibida. É um dos animais básicos associado com os caracteres ficcionais da noite, tanto a vilões como Drácula, quanto a heróis como Batman.

No Reino Unido, todos os morcegos estão protegidos pelos Decretos da Vida Silvestre e Zona Rural (Wildlife and Countryside Acts), e mesmo perturbar um morcego ou seu ninho pode ser punido com pesada multa.

Em alguns países asiáticos, morcegos são muito apreciados na culinária tradicional, contudo seu consumo vem sendo proibido devido à ameaça que representa para populações naturais já reduzidas por outros fatores.

Morcegos no Brasil

Os morcegos são espécies silvestres e, no Brasil, estão protegidos pela Lei de Proteção à Fauna. A sua perseguição, caça ou destruição, no país, são consideradas crimes. Morcegos são no Brasil a segunda maior ordem de mamíferos, com pelo menos 174 espécies distribuídas em nove famílias e 64 gêneros, sendo que a maioria das espécies do país pertence à família Phyllostomidae . Cerca de 50% dos morcegos brasileiros se alimentam de plantas, dependendo delas ou não, diferente do padrão geral para a ordem Chiroptera como um todo, que contém 70% de espécies insetívoras . Há uma sociedade científica no país, a Sociedade Brasileira para o Estudo de Quirópteros, dedicada exclusivamente à pesquisa, ecopolítica e divulgação científica sobre morcegos.

Nos estados de Mato Grosso e de Minas Gerais, vêm sendo registrados surtos de raiva transmitida por espécies hematófagas. Estes surtos são conseqüência da intensa ação antrópica, que cada vez mais vem tirando os alimentos (por exemplo, aves) e destruindo o habitat dessas espécies para a construção de casas e loteamentos. As populações humanas, ao se estabelecerem na rota de migração dessas espécies, acabam sujeitas a contrair a doença, que também afeta o gado.


Macaco


Macaco das cavernas de Batu, na Malásia.

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primatas
Subordem: Haplorrhini
Infraordem: Simiiformes
Distribuição geográfica
Distribuição mundial dos macacos.A vermelho macacos do Velho Mundo e a laranja do Novo Mundo
Distribuição mundial dos macacos.
A vermelho macacos do Velho Mundo e a laranja do Novo Mundo
Macaco é um termo de origem africana (provavelmente do banto: makako) 1 utilizado como designação comum a todas as espécies de símios ou primatas antropóides, aplicada no Brasil, restritivamente, aos cebídeos (ou macacos do Novo Mundo) em geral. No sentido estrito, macaco refere-se às espécies de primatas pertencentes ao género Macaca.

A designação "mico", (miko) se origina segundo Aurélio do caraíba (karib) continental, bastante usada no Brasil, costuma aplicar-se às espécies do gênero Cebus, no Sul, e às espécies de pequeno porte, ou saguis, no Norte. O termo sagui é de origem tupi e também designa os macacos calitriquídeos de pequeno porte. Vivem nas florestas, savanas e pântanos das regiões tropicais. Na América do Sul e Central, habitam principalmente as florestas úmidas. A maioria dos macacos é arborícola (vivem em árvores). Apenas algumas poucas espécies, como os gorilas, babuínos e mandris, preferem o solo. Alimentam-se de folhas, frutos, sementes, pequenos anfíbios, caramujos e pássaros.


Na classificação popular brasileira geralmente se utilizam os termos macaco ou mono (segundo Aurélio, antigo termo português para espécie de símio africano) seguido de um adjetivo que identifique o animal. Como exemplificado acima na galeria de fotos.

A classificação científica também se vale desse esquema de adjetivação. Por exemplo no gênero Cebus entramos espécies designadas por libidinosus (macaco prego), ruivo, robustus, etc. Ainda nessa classificação alguns deles são associados à demônios como o Beelzebuth (Ateles belzebuth) e o Satanás (Chiropotes satanas) ou se referem à lendas como por exemplo a dos cércopes salteadores de força descomunal que assaltavam e matavam os viajantes da antiga Grécia. Conta-se que, no seu atrevimento, chegaram a atacar Hércules, enquanto dormia mas, ao acordar, ele os dominou com facilidade, tratou de amarrá-los e pretendia vendê-los como escravos. No caminho do mercado, os cércopes, mesmo amarrados, fizeram tantas brincadeiras e piadas que o herói findou por soltá-los. Contudo Zeus, o senhor dos homens e dos deuses do Olimpo, não foi tão piedoso e transformou os cércopes em macacos. 

Provérbios, ditos e trovas


Três Macacos Sábios
“Macaco velho não mete a mão em cumbuca”.
"Macaco velho não aprende arte nova".
“Macaco que pula muito leva chumbo”.
"A brincar, a brincar, vai o macaco à banana".
"Quando a árvore cai os macacos se dispersam".
"Macaco gordo não pula em galho seco".
"Quem quebra-galho é macaco gordo".
"Macaco não enjeita banana".
"Macaco não olha para o próprio rabo".
"Macaco, quando acha galho, trepa e balança".
"Macacos me mordam!".
"Vá pentear macaco!".
"Pagando mico!".
"Muita gente se admira do macaco andar em pé, o macaco já foi gente pode andar como quiser".
"Cada macaco no seu galho!".
"Guariba na serra, chuva na terra"

Lóris-delgado-vermelho

Lóris-delgado-vermelho.

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Família: Lorisidae
Género: Loris
Espécie: L. tardigradus
Nome binomial
Loris tardigradus
(Linnaeus, 1758)
Subespécies
L. tardigradus nycticeboides (Hill, 1942) – Lóris-delgado-da-planície-de-horton;
L. tardigradus tardigradus (L., 1758) – Lóris‐delgado‐da‐zona‐seca
O lóris-delgado-vermelho (Loris tardigradus) é um primata da família Lorisidae, do Sri Lanka e sul da Índia.

A sub-espécie Loris tardigradus nycticeboides (lóris-delgado-da-planície-de-horton, nome popular) chegou a ser considerada extinta entre 1939 e 2002, período durante o qual nenhum indivíduo foi visto pelos pesquisadores.1


Descrição física

Pequeno e esguio primata, distingue-se por dois grandes globos oculares usados principalmente para a percepção de profundidade. Tem hábitos noturnos. Possui membros longos delgados, e nas extremidades um dedo indicador bem desenvolvido com sobreposição sobre os três outros dedos menores, fazendo pinça. Tem seu hábitat natural na mata tropical, por isso a forma dos dedos em pinças, muito úteis para locomoção em galhos, mas sem de garras. Não possui cauda e as orelhas são grandes e proeminentes, finas, arredondadas e sem pêlos nas bordas. O denso pêlo do dorso é macio e castanho-avermelhado; o da parte inferior, cinza-esbranquiçado, com um punhado de pêlos prateados. O comprimento do corpo é, em média, de 180 a 250 mm, com peso médio de 85 a 370 gramas. Tem uma “máscara” em volta dos olhos (dando a impressão de serem ainda maiores), destacada por coloração mais escura que o resto dos pêlos corporais.

Comportamento

O hábitat do lóris-delgado-vermelho são as florestas de baixa altitude (de até 700m), tropicais e de inter-monção do sudoeste da zona húmida do Sri Lanka. A Reserva florestal de Masmullah abriga uma de suas poucas populações, e é considerada um grande ponto de biodiversidade. Seu alimento mais comum foi a Humboldtia laurifolia, atualmente com densidade de 676 árvores/hectare, valor que já foi de 1.077 árvores/hectare. A Humboldtia laurifolia é vulnerável e tem uma relação de mutualismo com formigas, fornecendo alimento abundante para os lóris. Relatórios dos anos 60 sugerem que no litoral já é extinta, e agora pode acabar extinguindo também nas florestas.

O lóris-delgado-vermelho difere do seu parente próximo, o lóris-delgado-cinza, na sua agilidade na locomoção entre árvores. Cria pequenos grupos sociais, contendo adultos de ambos os sexos, bem como animais jovens. Está entre os primatas mais noturnos. Durante o dia, dorme em grupos emaranhados de ramos, ou enroscado em um galho com a cabeça entre as pernas. Nos grupos também se pratica a poligamia e luta por parceiros. Os adultos normalmente caçam separadamente durante a noite. São principalmente insetívoros, mas também comem aves, ovos, frutos, folhas, brotos e, ocasionalmente, invertebrados, bem como lagartixas e lagartos. Para maximizar a absorção de nutrientes e proteínas, consomem todas as parte de suas presas, inclusive escamas e ossos. Fazem ninhos de folhas ou encontram buracos em árvores ou outro lugar seguro similar para viverem.


Reprodução

As fêmeas são dominantes. A fêmea atinge sua maturidade sexual aos 10 meses e está receptiva ao macho duas vezes por ano. O acasalamento acontece com o casal pendurado nos galhos de cabeça para baixo; os indivíduos em cativeiro não se reproduzem se não houver galhos adequados. A gestação tem um período de 166 a 169 dias após o qual a fêmea terá 1 ou 2 filhotes que se alimentam de seu leite por 6 a 7 meses. Acredita-se que sua expectativa de vida seja de cerca de 15 a 18 anos na selva.

Conservação

O lóris-delgado-vermelho foi identificado como uma das 10 "espécies chave" em 2007 pelo projeto EDGE (Evolutionarily Distinct & Globally Endangered Species, [Espécies evolucionariamente distintas & globalmente ameaçadas]). Um sucesso inicial foi a redescoberta do quase desconhecido Lóris-delgado-da-planície-de-horton (Loris tardigradus nycticeboides). Inicialmente documentado em 1937, foi apenas visto em quatro relatos nos últimos 72 anos. A redescoberta e captura pela equipe (que trabalha no âmbito do programa EDGE ZSL) resultou no primeiro exame físico detalhado desta sub-espécie.

Ameaças

O lóris-delgado-vermelho é uma espécie ameaçada de extinção. A destruição do habitat é a maior ameaça. São amplamente presos e mortos para a fabricação de remédios em um suposto tratamento de doenças nos olhos, além de serem predados por cobras, cães, e alguns peixes. Outras ameaças incluem: morte em fios de alta tensão, acidentes rodoviários e comércio ilegal de animais.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Lontra

Lontra em uma árvore

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Infraclasse: Placentalia
Ordem: Carnivora
Família: Mustelidae
Subfamília: Lutrinae
Géneros e espécies


A lontra é um animal mamífero da sub-família Lutrinae, que pertencente à ordem carnívora e à família dos mustelídeos. Encontra-se na Europa, na Ásia, em África, numa parte sul da América do Norte e ao longo de toda a América do Sul, incluindo o Brasil e a Argentina. O seu habitat natural é o rio, onde busca alimentos, como peixes, crustáceos, répteis e, com menos frequência, aves e pequenos mamíferos.

Geralmente, a lontra tem hábitos noturnos, dormindo de dia na margem do rio e acordando de noite para buscar alimento. Os grupos sociais são formados pelas fêmeas e pelos seus filhotes. Os machos não vivem em grupos e só se juntam a uma fêmea na época de acasalamento. O período de gestação da lontra é de cerca de 2 meses, produzindo de um a cinco filhotes.

A lontra adulta mede entre 55 a 120 centímetros de comprimento (incluindo a cauda) e pesa até 35 quilos. Embora a sua carne não seja comercializada em larga escala, a lontra faz parte da lista de animais ameaçados de extinção principalmente pelo alto valor da sua pele e pela depredação dos ecossistemas, aos quais a lontra está adaptada.

Este animal possui uma pelagem com duas camadas, uma externa e impermeável e outra interna usada para o isolamento térmico. O corpo, por sua vez, é hidrodinâmico, preparado para nadar em alta velocidade.

A lontra é capaz de assoviar, chiar e guinchar. Pode ficar submersa durante 6 minutos e ao nadar pode alcançar a velocidade de 12 km/h.


Espécies

Lutrinae

Ariranha (Pteronura brasiliensis)




Northern river otter (Lontra canadensis)




Chugungo (Lontra felina)


Southern river otter (Lontra provocax)



Lontra-neotropical (Lontra longicaudis)





Lontra-marinha (Enhydra lutris)


Spotted-necked otter (Lutra maculicollis)




Lontra-europeia (Lutra lutra)


Lontra-de-nariz-peludo (Lutra sumatrana)





African clawless otter (Aonyx capensis)




Lontra-anã-oriental (Aonyx cinerea)


Smooth-coated otter (Lutrogale perspicillata)








Cladogram, after Koepfli et al. 20081 and Bininda-Emonds et al. 19992
Gênero Lutra
Gênero Lutrogale
Gênero Lontra
Gênero Pteronura
Gênero Aonyx
Gênero Enhydra